HISTÓRIA

A Associação Comercial e Industrial de Gondomar, ainda que com outra designação, teve o seu nascimento formalizado a 29 de agosto de 1901.

Em Quintã, na casa de José Coelho das Neves, “grande número de comerciantes deste Concelho” reuniu-se para fundar uma “Associação de Classe”. Aqueles que foram os Estatutos iniciais da “União Comercial de Gondomar” foram aprovados a 12 de setembro de 1901.

A 26 de junho de 1903 é emitido Alvará Régio que aprova os Estatutos da União (na altura compostos por sete capítulos e 32 artigos).

Em dezembro de 1905 a “União” era transformada em “Associação Comercial e Industrial” – conforme Alvará Régio de 26 desse mês.

Entre 1919 e 1924 há um quase desaparecimento da Associação. O afastamento dos sócios e a falta de um local apropriado para as reuniões faz com que tal aconteça.

Em 1927 chega a luz elétrica a S. Cosme. A Associação, com um donativo de 150 escudos, teve comparticipação neste projeto.

Desde bem cedo que a Associação Comercial e Industrial de Gondomar reclamou, junto dos poderes instituídos, em relação ao que considerava estar errado. Um dos primeiros exemplos foi em 1928 – considerando inaceitável a doutrina do Decreto n.º 13444 de 1927 que impedia a venda de pão de trigo e milho nas mercearias do concelho…
As primeiras comemorações de um aniversário da ACIG foram em 1936. Era, já, o 35.º aniversário.

Em meados de 1940 a Associação “passa” a “Grémio do Comércio de Gondomar” (resultado da nomenclatura administrativa que instituíra o corporativismo).

A primeira linha telefónica “chega” em fevereiro de 1941. Era o número 89 – do qual ainda resulta o atual 224 830 089.

Em janeiro de 1945, no dia 25, as instalações são assaltadas. Foram menos 349$00 e uma máquina de escrever…
Em abril de 1946 novo assalto. E menos 505$00.

A 24 de maio de 1952 é lançado o desafio a todos os comerciantes para que encerrem os serviços a 28 desse mês. O motivo? A vinda a Gondomar do Presidente da República para inaugurar a Ponte sobre o Rio Sousa. Um ano depois, em 1953, nova presença dos representantes do então Grémio – desta vez na inauguração, também pelo Presidente da República, da Central da Tapado do Outeiro (em Medas).

Em 1960 continuava a instituição a assumir-se do “contra”. Ou seja, a não deixar de defender os interesses dos comerciantes locais. Pretendia-se, a nível nacional, adotar a “semana inglesa” de trabalho, com descanso aos sábados de tarde, domingos e feriados. Respondeu-se discordando da proposta… Que viria a ser imposta em agosto de 1970.

No final de 1974 o Grémio prepara-se para regressar à designação de “Associação Comercial de Gondomar” – o que vem a acontecer a 14 de janeiro de 1975. Em Assembleia Geral de julho de 1975 aprovam-se os novos Estatutos.

No ano de 1978 a ACIG teve papel fulcral no nascimento da União das Associações Comerciais do Distrito do Porto. E acompanhou a atividade deste organismo até à sua extinção, já em 1986… Em 1990 seria criada a sucessora, a União Empresarial do Distrito do Porto. E, mais uma vez, a ACIG marcava presença. Pelo menos até 1994, altura em que, por desacordo com algumas posturas, esta instituição se desvincularia de tal projeto – que viria a “desaparecer” pouco tempo depois.

Em abril de 1996 a ACIG filiou-se na Federação do Comércio e Serviços do Norte – numa decisão que seria de curta duração (tendo em conta as várias situações incompreensíveis que, na altura, se verificavam nesta federação).

Em 1981, para alargar o âmbito de intervenção, procede-se a uma alteração de Estatutos. A partir de 15 de agosto desse ano o nome é, finalmente, de “Associação Comercial e Industrial de Gondomar”.
Em meados de 1990 começavam os “pesadelos” em relação às grandes superfícies. Desde logo que a ACIG esteve atenta ao “melindre da matéria e à necessidade de serem acautelados os interesses dos comerciantes do concelho” (Ata n.º 558 de julho de 1990).

Só em novembro de 1996 a ACIG teria um ato eleitoral com duas listas a sufrágio. Com uma votação de 62 “contra” 47, Graciano Martinho passaria a liderar os destinos da instituição a partir de 2 de janeiro de 1997.

Em abril de 2000 a Associação Comercial e Industrial de Gondomar passa a merecer, por parte da Presidência do Conselho de Ministros, o Estatuto de Instituição de Utilidade Pública.